Porque é que a mulher tem desejos na gravidez, sabe mãe?

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Não é incomum que uma mulher, durante a gestação, sinta os ímpetos alimentares específicos aos quais, comumente, se chama de “desejos”.

Estes desejos podem ser por alimentos comuns… ou podem ser relativos a misturas algo ousadas e até estranhas.

Mas, afinal, porque é que a mulher tem desejos na gravidez? Sabe mãe? Venha conosco saber mais sobre esta questão.

Está grávida e, de súbito, na sua mente, surge uma vontade muito específica (e talvez até inusual) de comer um alimento ou um prato qualquer.

Este é um acontecimento muito comum nas gestantes e que divide a comunidade científica, que continua em busca de uma explicação concreta para que tal aconteça.

No centro das mudanças corporais, nomeadamente hormonais, a verdade é que o organismo da gestante tende a fazer pedidos alimentares… e que estes nem sempre se enquadram nos padrões normativos da alimentação comum.

Muitas vezes chamados de “esquisitices” ou de “manias”, a verdade é que a mulher, na gravidez, tem desejos e que, se para algumas mulheres dizem respeito apenas a pedidos simples, como fruta, pastéis ou tapioca; para outras, estes se manifestam, muitas vezes, em combinações tão ousadas como carne crua (que, claro, é proibida na gestação), bolo com maionese ou bacon com mel.

Não serão todas as mulheres grávidas – até porque, para algumas, entre os enjoos, os desejos gestacionais parecem nunca surgir – mas a verdade é que muitas mulheres convivem, durante os meses da gravidez, com esta situação.

Sabendo que assim é, decidimos olhar esta questão. Siga conosco para saber algumas das perspectivas sobre as razões pelas quais a mulher, na gravidez, tem desejos.

1. Gestação e desejos alimentares 

Como referimos anteriormente, até ao momento, tudo o que se sabe sobre os desejos da gestante parte de teorias que não estão totalmente confirmadas nem são clinicamente aceites.

Especialistas da área da saúde, bem como nutricionistas, debatem longamente a questão e assumem posicionamentos teóricos que, até hoje, não conseguiram fundamentação empírica.

Alguns destes especialistas olham para os desejos alimentares – mesmo os mais estranhos – como uma forma de o corpo da mulher “pedir” os nutrientes em falta.

Assim, para estes médicos e nutricionistas, quando o corpo começa a sentir carência relativamente, por exemplo, a alguma vitamina ou proteína, surgirá na mãe um desejo alimentar associado a um alimento capaz de resolver essa mesma falta.

Apesar de parecer muito positiva, a verdade é que esta teoria não é partilhada por todos os especialistas, havendo muitos que esperam, ainda, pelas provas concretas.

Segundo referem, com alguma ironia, estas vozes de oposição, se o corpo tivesse a capacidade de gerar esse tipo de desejo de acordo com as suas necessidades efetivas, as gestantes teriam menos desejos por alimentos pouco saudáveis e mais vontade de incluir legumes no seu regime alimentar.

Além desta discussão, um ponto fica em consenso: os desejos estão também associados ao enjoo matinal, havendo uma tendência para que a gestante sinta vontade de comer alimentos que aliviam o mesmo como, por exemplo, limão.

2. As ligações ousadas

As vontades estranhas são algo que se enquadra na rotina da mulher que, na gravidez, tem desejos. De um momento para o outro, as gestantes podem sentir vontade de comer alimentos cuja combinação parece, no mínimo, ousada.

E, claro, ao seu redor, é frequente que as mesmas possam causar, seja ao companheiro ou à família da grávida, alguma repulsa.

Tratam-se, pois, de desejos que envolvem ligações de comida tão estranhas como gelado com carne ou mostarda com bolo… conjuntos algo aleatórios mas, que, por um momento, parecem ser a única forma de atender à vontade da mulher grávida.

Por norma, quanto mais intensos e frequentes são os desejos, maior é a percentagem de mulheres a sentir este tipo de vontade, estando a mesma associada, também, às alterações hormonais.

3. Atendendo o desejo

Os mitos em torno da mulher que, na gravidez, tem desejos, são tantos como as teorias.

Diz a sabedoria popular – sem que haja qualquer rigor científico nas suas palavras – que, quando os desejos da mamãe não são cumpridos, o bebê poderá nascer de boca aberta ou até “com cara” do alimento não ingerido.

Evidentemente, estas frases não passam de mitos. Ainda assim, é importante saber como agir perante os desejos da gestante.

Por norma, é recomendável que a gestante pondere o seu desejo antes de lhe dar resposta.

Se, por exemplo, a vontade da futura mamãe for a de comer carne crua ou a de beber chá de canela, é muito desaconselhado que o faça, uma vez que pode pôr em risco a sua saúde e o desenvolvimento do feto.

Ainda assim, noutros casos, atender a este desejo poderá não fazer mal, contando que o faça com conta, peso e medida.

A moderação é sempre a palavra de ordem para garantir a saúde da mulher e do bebê durante a gestação.

Por isso, se o seu desejo não for perigoso, pode avançar para o mesmo. Tal fará bem, pelo menos, à sua parte emocional.

Tenha apenas o cuidado de o fazer sem exageros e garantindo que mantém uma alimentação e uma rotina adequadas e saudáveis.

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