Bebê com febre, o que fazer?

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thermometer

Quando temos um bebê, todos os pequenos sinais de desconforto parecem um problema e não existe demora na decisão de que o melhor será consultar um médico.

A febre, então, tende a levar as mamães a uma preocupação que, por vezes, pode ser excessiva.

Saiba o que fazer perante um bebê com febre.

Embora o primeiro instinto, quando o bebê tem uma febre, seja levá-lo de imediato para a urgência, a verdade é que tal nem sempre é necessário.

Se é verdade que algumas febres indicam um problema, é igualmente verdade que outras passam quase por si.

Por norma, os papais – principalmente os papais de primeira viagem – tendem a dizer que o bebê está com febre sempre que notam que a sua temperatura está mais elevada do que o usual, mesmo quando não fazem um registro ou medição prévia.

Ainda assim, sabendo-se que a febre é um dos principais sintomas de muitas doenças, o pânico destes pais leva-os a ir com o bebê às urgências no primeiro sinal de que algo possa passar-se.

E, por isso mesmo, torna-se muito importante compreender o que fazer perante um bebê com febre, para assim se poder agir em conformidade com a gravidade da situação.

Debruçamo-nos, hoje, sobre esta temática, para que saiba o que fazer perante um bebê com febre.

1. O bebê com febre

Primeiramente, é muito importante considerar o seguinte: o bebê estar quente não significa, obrigatoriamente, que este tenha febre.

Uma medição de temperatura, com um termômetro adequado, será um bom primeiro passo para identificar se estamos perante um bebê com febre ou se este simplesmente tem uma temperatura mais alta do que o habitual.

Existem fundamentalmente três zonas do corpo nas quais esta temperatura pode ser medida: a axila, a região anal ou o tímpano.

Ao medir, com o seu termômetro, deve considerar que o bebê tem febre se a temperatura timpânica ou retal ultrapassar os 38º C ou se a temperatura axilar ultrapassar os 37,5ºC. Caso contrário, independentemente da temperatura que note na testinha do seu filho, não se considera que este seja um bebê com febre.

É também necessário considerar que a febre não é uma doença nem obrigatoriamente sinônimo de uma. A febre é uma manifestação orgânica de combate a infeçcões – nomeadamente vírus.

Levar a criança às urgências hospitalares deve acontecer apenas quando esta apresente uma temperatura febril e na qual o estado geral do bebê preocupe os seus responsáveis.

Frequentemente, em caso de doença, este sintoma é acompanhado por outros como diarreias, dificuldades respiratórias, vômitos, dor abdominal ou surgimento de manchas na pele.

Estes sinais devem servir de alerta para que se leve o bebê ao médico com celeridade.

2. Bebê com febre: o que fazer?

O primeiro passo, quando o bebê tem febre, deve ser despir a criança, para que esta possa arrefecer de forma natural.

Alguns especialistas recomendam mesmo que a criança seja colocada em água morna, reforçando ainda que a tendência de alguns cuidadores para agasalhar a criança pode provocar quadros clínicos mais graves.

É ainda recomendado, durante esta tentativa de arrefecimento natural, que o bebê com febre seja deixado o mais confortável possível e hidratado; mantendo-se ainda uma temperatura ambiente amena.

Se houver indicações médicas para tal, os pais poderão, depois de tentarem um arrefecimento natural, tentar administrar medição, nas dosagens recomendadas pelos especialistas. NUNCA ADMINISTRAR MEDICAÇÃO POR VONTADE PRÓPRIA.

Os sinais de alerta – como a criança estar prostrada, com vômitos ou qualquer um dos sintomas atrás enunciados – deverá indicar que é o momento de levar a criança às urgências.

São várias as doenças que podem estar a causar a febre, sendo a otite exemplo de uma doença que pode causar este tipo de aquecimento corporal.

3. Da febre à convulsão

Um dos maiores medos dos pais quando se fala de febres é o das convulsões febris.

Embora ocorram em menos de 5% das crianças, decorrentes da subida da temperatura (independentemente de esta ser mais ou menos elevada), estas podem ser consideradas uma espécie de “curto-circuito” cerebral e geram situações de verdadeiro pânico para os pais, ao apresentarem-se sob a forma de tremores nos membros inferiores e superiores; revirar dos olhos ou espumar pela boca.

A duração deste tipo de situação costuma ser de cerca de 5 minutos, passando espontaneamente de seguida.

Ainda assim, esta pequena eternidade, ao ocorrer pela primeira vez, deve levar o bebê até ao hospital, para que este possa ser observado e os pais sejam tranquilizados.

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